o endereço de nossos desejos é o exílio, onde a oferta daquilo que nos fará plenos é a paisagem com a qual sonhamos...
ali, nesse eldorado onde o id não conhece limites e o superego é persona non grata, não especularemos sobre a essencial questão: ‘se o prazer permanece, permanecerá o prazer?’...
a história da humanidade, de cada um, é o itinerário de suas conquistas, das vontades suprimidas, que um dia, já longínquas, tornar-se-ão ausência... mas ausência será falta?
A meninice que nos escapou? as idades que nos atravessaram, e em que nossa rede de lembranças brotam, agora, feito cintilantes estrelas-do-mar, cavalos-marinhos? o agridoce dos beijos partidos? o gosto de terra molha das perdas? os amores que sempre foram uma espera... de longos dias?
Nenhum comentário:
Postar um comentário