
¤ Delírios e Vertigens ¤
terça-feira, 24 de julho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012
Teoria da Vida
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Patologias
Se chegamos atrasados somos relapsos, se nos antecipamos, ansiosos; e se, pontuais, neuróticos...
Se muito trabalhamos, workaholics; se pouco, preguiçosos;
Se nos debruçamos sobre o imponderável, lunáticos; se nos preocupamos com a sobrevivência, materialistas;
Se, por demais, discutimos a relação, inseguros; se a negligenciamos, esquivos; se muito disponíveis, anulados
Se romantizamos o cotidiano, piegas; se cotidianizamos o romance, frios;
Se tomamos coincidências como premonição, supersticiosos; se as racionalizamos, cegos
Se nos apaixonamos, incautos e ingênuos; se nos retrancamos, covardes
Se envelhecemos, falam-nos do passado; e se rejuvenescemos, também
sexta-feira, 23 de março de 2012
Efemeridades
Houve um tempo em que Freud explicava tudo, Marx era cultuado como um deus e o mundo era bipolar: ou você era comuna ou capitalista, Garantido ou Caprichoso, FLA ou FLU! Pois bem, a psicanálise está há tempos no divã, marxismo não é unanimidade e a terceira via já é uma realidade na política e no sexo! Essas referências (nem sempre um porto alegre), funcionavam como um porto seguro: você sabia o que fazer, quem era e no que acreditar!
Não é que as certezas tenham mudado... a vida útil delas é que se tornou cada vez menor (como atesta a efêmera validade das verdades científicas)... o que era sólido desmancha-se, agora, em liquidez... e o que sempre fora uma experiência perene (amor, casamento, crenças, vínculos empregatício, instituições) continua sendo eterno... mas... só enquanto dura.
É de se perguntar: num mundo tão volátil, quem se resigna a viver uma só vida em mil possíveis, agora que podemos explorar outras identidades com a realidade virtual, agora que podemos escolher nosso sexo, nossa cor e, segundo as promessas da engenharia genética, o design não só do nosso hardware (traços estéticos), mas principalmente do nosso software (imunidade a certas doenças)?
Com um self-service desses, não é à toa que a ansiedade dispara na pole position dos distúrbios do 3º milênio: a questão não é mais escolher algo num mar de possibilidades, mas o tempo necessário para experimentar cada uma dessas; viver de quase tudo um pouco e quase tudo mal; ou como dizia a canção: “melhor viver dez anos a mil a mil anos a dez”!
Também não é à toa que tanta gente diz ser hiperativa, com déficit de atenção anexado: o excesso de informação induz não só ao esquecimento, mas ao desejo de consumir imagens, experiências (virtuais ou não), pessoas, identidades... é como se fosse preciso estar conectado para se sentir vivo e percebido. Aliás, já existe até nome pra isso - fomo (fear of missing out, ou, medo de perder alguma coisa). Pois é, 24h é pouco pra tanta demanda: haja avatares virtuais!
Fica a sensação de que o tempo é curto, de que não se viveu o suficiente, de que o passado foi apenas o avant-première. Parece prevalecer essa noção de que viver é sentir intensamente, e rapidamente, as experiências, o que faz com que privilegiemos a existência em termos de horizontalidade, sem se aprofundar em algo específico, virtualmente absorvendo o mundo por mil janelas. Nesse
cultivo de estados alterados da percepção, serotonina e dopamina são os neurotransmissores da hora... e é preciso correr para se manter em pé!
Apesar de não ter saudade de guerra fria e muito menos de um tempo em que as escolhas eram um até que a morte os separe, confesso que sou nostálgico: sou de um tempo em que as coisas eram feitas pra durar... coisa que certamentenão acontecerá com essa minha teoria!
by: ônix
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Eternizando
Sentir o gosto do outro
estar na colorida lembrança de alguém
beber o oceano
queimar-se dos primeiros instantes da aurora
banhar-se de lua
da respiração da criança que dorme
do silêncio da chuva que cai
os pés nus sobre a montanha
o vento no labirinto das cidades
a desbravar a cordilheira das esquinas
o orvalho da nova infância
tudo o que é delicado
é eterno
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Reflexos da alma


Ouvi, ontem, que não há nenhum espelho igual à outro, por conta de angulações matemáticas...
domingo, 11 de setembro de 2011
Mistérios
Ouvi, ontem, que não há nenhum espelho igual à outro, por conta de angulações matemáticas... Isso significa que sempre haverá algum ...
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Os mais radicais questionamentos têm o sabor de certas perguntas infantis: ambos nos deixam sem respostas, embora já tenhamos algumas pron...
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De quantos trailers se compõe nosso dia? Se a gente acorda protagonista não há garantia de que não vá dormir coadjuvante... é possível ...
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Se chegamos atrasados somos relapsos, se nos antecipamos, ansiosos; e se, pontuais, neuróticos... Se muito trabalhamos, workaholics ; se p...