Sentir o gosto do outro
estar na colorida lembrança de alguém
beber o oceano
queimar-se dos primeiros instantes da aurora
banhar-se de lua
da respiração da criança que dorme
do silêncio da chuva que cai
os pés nus sobre a montanha
o vento no labirinto das cidades
a desbravar a cordilheira das esquinas
o orvalho da nova infância
tudo o que é delicado
é eterno