sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Eternizando

Sentir o gosto do outro

estar na colorida lembrança de alguém

beber o oceano

queimar-se dos primeiros instantes da aurora

banhar-se de lua

da respiração da criança que dorme

do silêncio da chuva que cai

os pés nus sobre a montanha

o vento no labirinto das cidades

a desbravar a cordilheira das esquinas

o orvalho da nova infância

tudo o que é delicado

é eterno

Ouvi, ontem, que não há nenhum espelho igual à outro, por conta de angulações matemáticas... Isso significa que sempre haverá algum ...