terça-feira, 24 de julho de 2012



Ouvi, ontem, que não há nenhum espelho igual à outro, por conta de angulações matemáticas...

Isso significa que sempre haverá algum reflexo, em algum lugar, com uma versão mais hard, soft ou onírica de nós, uma espécie de redenção estética... entonces, o problema está no que se vê... não no que se é?

O que é sólido desmancha-se em miragem... aliás, apaixonar-se é mirar-se no mais suspeito dos espelhos... que superfície ou tela poderá conosco? Dizem que inspiração é estar pleno de Deus... coisas como a êxtase divino, o transe amoroso, o orgasmo, a criação artística derivariam dessa transcendência... nossa memória, sempre seletiva, tem nessas experiências a própria definição de vida ... em qual agenda se registra o essencial?

Ouvi, ontem, que não há nenhum espelho igual à outro, por conta de angulações matemáticas... Isso significa que sempre haverá algum ...