
“Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim”.
Ei, vc já sentiu nostalgia do mar?
O que falar desse poema?
Deixai ele entrar na veia... pra quem tem alma de artista, é anticientista, não é assertivo nem articulado, vive de errância em errância, vive di-versos dispersos, tem mais angústias que Riobaldo, é assaltado por Diadorins, pra quem leva o sertão dentro de si, e ‘se bebesse o mar, encheria o que tem de fundo”, pra quem não consegue afinar os concertos interiores: receito os mares!!!
Tenha-se 16, 27, 38, 58, 72, 183 anos, queremos o essencial, um sentido, uma plenitude, garantias, mares e amores...
Quem consegue paz nessa vida, quem está satisfeito com o que é, faz, sente, pensa?
Não teremos resposta, mas continuaremos seguindo estrelas, fazendo música, tomando vinho, desejando a lua, buscando Deus...
Dores sofisticadas também são básicas... Já dizia Vinícius: os bares estão cheios de homens vazios... sim, as igrejas estão repletas, todo dia nasce uma terapia, os shoppings também são templos, o mundo virtual parece mais real, precisamos de tango, de álcool, de um beijo que transcenda palavras, de uma criança, de rock na veia, de um sentido pra tudo isso... ‘ se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria: isso pra mim, é viver’...
E que viver seja a medida da extravagância!!!!!!!!
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