Não existem garantias
Apenas a vida a longo prazo
Ou a perder de vista
Pra inspiração não há aspirina
Nem pra coração partido, anestesia
Só vingam mesmo as promissórias das promessas vencidas
Pra escolhas não há avalista
Pra sonhos não cabem analistas
Pra declarações, solamente pedidos de vista
O maior vício será a rotina?
Saudade se mata ou vive de ressurgir das cinzas?
Vida, me diga: qual será a saída?
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